Isabella Brito
Pessoa em versos
Adriano de Oliveira
Diz-se de poeta para músico
"depois de antes de mim"
1.10.07
ESTENDIDO (EU)
Quando nasci, Deus me estendeu
qual manto branco esvoaçante
em legiões de sopros — eu:
lençol errante!
Veio a primeira mão esguia
tocar-me o corpo virginal
e estendeu melancolia
em meu varal.
Eis que a segunda mão, que suja
de sangue me espremeu o peito,
gritava-me aos prantos: “Não fuja!”.
Dito e não feito.
E em tudo o que me tocou
manchado fui de solidão.
Antigo manto, então, virou
pano de chão.
Rasgões de desesperos mil
e manchas, lágrimas lagoas,
retalhos encobrindo o rio
de ácidas mágoas.
Mas não contava com tal mão
que um irreconhecível dia
leve embalou meu coração
e à revelia
tirou-me do varal do fel,
lavou-me a alma e o branco deu.
Vendo-me limpo, Deus, do céu,
emudeceu.
drico
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